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Brasil Game Show 2016: Detroit: Become Human

A Quantic Dream novamente nos trás um jogo onde devemos lidar com o peso de nossas decisões, em um futuro próximo onde androides são uma realidade.

autor Rafael "Tchulanguero" Paes   datahora 10/09/2016 às 14:30:47   tagarelices 7

A Quantic Dream novamente nos trás um jogo onde devemos lidar com o peso de nossas decisões, em um futuro próximo onde androides são uma realidade.


O terceiro jogo que teve uma demonstração de jogabilidade na BGS 2016 foi Detroit: Become Human, o mais recente e ambicioso projeto da Quantic Dream, que também foi apresentado por Daimion Pinnock, que é produtor tanto de Horizon Zero Dawn quanto de Detroit.

Daimion Pinnock
Daimion Pinnock também é produtor de Horizon Zero Dawn.

Com uma engine que vem sido aprimorada ao longo de sete anos a patir de uma tech demo para PlayStation 3, o jogo apareceu pela primeira vez na E3 2015 com a personagem Kara, e esse ano tanto na E3 quanto na BGS, fomos apresentados ao personagem Connor, um androide que atua como um negociador em situações de crimes com reféns. A apresentação mostra a mesma cena que vimos durante a E3, onde Connor precisa conversar com um androide doméstico que mata o seu dono e usa sua filha como refém, porém Daimion a fez de duas formas diferentes, para termos noção do que pode mudar na forma com que cada pessoa joga. Já é especialidade da Quantic Dream fazer jogos com histórias impactantes, onde as suas decisões podem ter consequências drásticas e definitivas, fazendo com que cada pessoa vivencie uma história única. Ainda que não tenha sido definido, o mais provável é que o jogo utilize o mesmo sistema de save de Heavy Rain, em que não é possível voltar atrás para tomar decisões diferentes.

Em Detroit, cada personagem jogável terá a sua própria gama de habilidades e diferentes mecânicas, de acordo com a sua especialidade, e é possível que vejamos outros além de Kara e Connor futuramente. Como Connor é um negociador de reféns, ele possui habilidades diversas na área de investigação, assim como saber objetivamente quais os seus próximos passos e a capacidade de avaliar constantemente as chances de sucesso de acordo com as suas ações. Você tem literalmente um indicador na tela durante boa parte do tempo, que vai aumentar ou diminuir conforme você investiga maiores detalhes ou ganha a confiança do sequestrador. No entanto, o tempo é um fator importante, na demonstração, caso houvesse alguma demora antes de chegar até o sequestrador, alguns policiais acabavam sendo feridos ou mortos.

Detroit gameplay
Em Detroit, toda ação deve ser escolhida com cautela, pois afetará diretamente nas chances de sucesso da missão.

A cena começa com Connor chegando ao local do crime, com a mãe da criança reagindo muito contrária a presença do androide, o que depois fica claro ser uma espécie de preconceito recorrente dos humanos junto as máquinas, reforçado pelo fato da filha dela ter sido sequestrada por outro androide. Pelo caminho você pode fazer algumas pequenas ações aparentemente sem um objetivo concreto, bastando que o objeto possua uma marcação para tal, como colocar um peixe que caiu do aquário de volta na água, e logo após uma conversa com o policial encarregado da missão, você tem a liberdade de investigar a casa antes de ir para o terraço fazer a negociação.

Connor pode por exemplo observar uma cena e reconstruir em sua mente o que exatamente aconteceu no local. Com isso, durante a demonstração, ele descobre que o androide atirou inicialmente em seu dono, no momento em que ele utilizava um tablet para comprar uma nova versão para substituí-lo. Essa cena reconstruída pode ser controlada através do touchpad do DualShock, para que todos os detalhes possam ser observados. Outra habilidade de Connor é descobrir os dados de fabricação de um outro androide provando o seu "sangue", um fluído azul presente em todos eles. Cada informação aumenta as chances de sucesso na negociação, desbloqueando inclusive mais opções de diálogo. Embora a investigação não seja obrigatória, é extremamente difícil ter sucesso nas missões sem ela.

Connor
Connor possuí capacidades investigativas únicas, que são cruciais para o sucesso de suas missões.

Já a negociação em si se dá puramente através de diálogo, e você só fica sabendo a influência da questão escolhida no sucesso da missão após selecioná-la, normalmente dentre até quatro opções, sendo importante pensar bem antes de responder. O desfecho da missão pode ser variado, desde o suicídio do androide junto a refém, até o sucesso da missão, onde a criança é libertada e o androide sequestrador morto. Existem desfechos ainda mais drásticos, onde Connor se sacrifica para salvar a garota, lembrando que todos os acontecimentos em Detroit são definitivos, portanto esse personagem seria perdido para todo o jogo neste caso.

Detroit é um jogo que me pareceu bem interessante, em um futuro não muito distante, com várias questões existências sobre a humanidade colocada nas máquinas. Graficamente ele está bem bonito, com uma boa modelagem facial, o que é essencial para um jogo deste tipo, que visa transmitir diversas emoções. Eu notei uma espécie de filtro na imagem que deu um aspecto levemente noir também, que me agradou bastante. A demo que vimos estava totalmente em inglês, mas foi prometido que até o lançamento, teremos legendas e dublagem totalmente em português brasileiro.

Detroit: Become Human ainda não tem uma data de lançamento prevista, e será lançado exclusivamente para PlayStation 4.

* Revisado em 14/07/2017 às 01:58:06

Detroit: Become Human
Detroit: Become Human

Estúdios:  e
Plataforma: PlayStation 4

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  • avatar de Ulisses 8Bits
    Ulisses 8Bits
    10/09/2016 às 17:35:40   localizacao Curitiba
    Rapaz, pensei que a Kara fosse apenas uma tech demo esquecida naquele vídeo icônico dela sendo desmontada. por pura coincidência eu estava lembrando deste vídeo esses dias...
    Para quem gosta de vídeos interativos, esse promete ser muito imersivo! Quem diria que o FMV do Sega CD faria escola.

    • avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes
      Rafael "Tchulanguero" Paes
      13/09/2016 às 01:28:49   localizacao Vespasiano - MG
      Mas Detroit não é um jogo estilo "vídeo interativo", nele você se movimenta livremente com o personagem com uma visão em terceira pessoa. Talvez você tenha essa impressão na parte dos diálogos, mas mesmo lá a movimentação continua livre, tanto que se aproximar demais do sequestrador na cena em questão, pode fazer com que ele se precipite.
    • avatar de Ulisses 8Bits
      Ulisses 8Bits
      13/09/2016 às 17:13:05   localizacao Curitiba
      Valeu pelo update. Confesso que exagerei.

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  • avatar de Hugo
    Hugo
    11/09/2016 às 23:26:06
    Essa BGS foi a melhor de todas.

    • avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes
      Rafael "Tchulanguero" Paes
      13/09/2016 às 01:43:31   localizacao Vespasiano - MG
      Por curiosidade, porque diz isso?

    Responda!
  • avatar de Gamer Caduco
    Gamer Caduco
    14/09/2016 às 23:54:37   localizacao SP
    Como assim futuro próximo onde androides são realidade? Já usamos Android nos dias de hj! Ué!
    Kara, eu gostei de Toró, é um jogo sobre histórias e decisões que não tenta ser um shooter nem nada assim, então é excelente. Esse Android Become iPhone deve ser bom também, desde que a gente mantenha o sistema operacional do começo do jogo, pq iPhone ninguém merece, né?
    Eu só não entendi uma coisa: tinha demo deste jogo na BGS? Eu não lembro de ter visto. Ou foi video?
    E já vi que vc vai acabar comprando o PS4! kkkkkkkk
    (pelo menos até a notícia do NX sair)

    • avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes
      Rafael "Tchulanguero" Paes
      15/09/2016 às 15:22:01   localizacao Vespasiano - MG
      Ow, tá difícil acompanhar as suas piadas viu, rzs.

      Assim como The Last Guardian, era uma demonstração do jogo feita por um produtor, ele jogou na nossa frente.

      Eu até queria mesmo, mas sem grana, impossível!

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