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O meu reencontro com Pokémon em X & Y

Análise de Pokémon X & Y - O relato de um jogador redescobrindo a série depois de muitos anos.

datahora 31/03/2017 às 13:20:02    tagarelices 0



  avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes

Pokémon sempre foi uma série da qual eu gosto muito, por se tratar de um RPG de fácil acesso e com mecânicas que prendem muito a minha atenção. No entanto, eu acabei me afastando de portáteis como um todo, sendo que o último que tive foi um GameBoy Advance, o que por consequência também me afastou da série desde Pokémon Sapphire. Porém, recentemente eu tive a oportunidade de jogar Pokémon Y, originalmente lançado em 2013, através de um 3DS de um amigo e posso dizer que eu não sabia, mas já estava com saudades de jogar Pokémon.

Confesso que, no princípio, fiquei um pouco assustado com o monte de novas mecânicas, monstrinhos, tipos, itens e afins, mas logo eu descobri um dos maiores méritos desse jogo: isso tudo não importa. Claro, se o seu objetivo é o cenário competitivo, vai ser bom saber do monte de regras e minúcias que o jogo oferece, mas esse não é o meu perfil, eu apenas queria voltar a jogar o bom e velho Pokémon de sempre. Não preciso nem dizer o quanto fiquei contente ao chegar em dado momento do jogo, descobrir que poderia escolher entre um dos três iniciais originais para integrar a minha equipe.

Kanto Starters
Além de três novos iniciais, em certa parte do jogo é possível escolher o Charmander entre os três iniciais originais.

E a adaptação foi rápida, a estrutura do jogo é basicamente a mesma de sempre, explorar o mapa, capturar novos pokémons, enfrentar treinadores e líderes de ginásio até, no final, ascender ao posto de melhor treinador de todos, com alguma novidade aqui ou acolá, como as batalhas aéreas e contra hordas de pokémons. Mesmo com os diversos novos tipos, incluindo o tipo fada que surgiu exatamente nessa versão, montar a minha equipe foi algo bem simples e intuitivo, não diferindo muito do que eu fazia nos jogos anteriores.

Companheiros de aventura
Por outro lado, me incomodou muito o quanto esse jogo tenta se apoiar em sua história, especialmente na primeira metade. Eu não nutri qualquer interesse por ela, ao ponto de ter pulado praticamente todos os diálogos obrigatórios, ainda que tenha achado interessante que dessa vez você tenha outros companheiros de aventura que eventualmente aparecem para lhe ajudar ou até mesmo testar as suas habilidades como treinador.

E embora a narrativa tenha me desgastado, a ambientação do jogo ficou ótima. A região de Kalos foi toda inspirada em cidades francesas, contando inclusive com uma grande metrópole baseada em Paris, com diversos cafés, butiques e ,claro, uma grande torre ao centro.

Por falar em butique, eu sei que é um detalhe que muitos não se importam, mas eu adorei o nível de personalização que é possível dar ao seu personagem. Na formação dele, além do gênero, também é possível escolher alguns outros detalhes, como cor de pele e cabelo, mas conforme eu já disse, o jogo possui butiques onde é possível comprar roupas e acessórios, o que permite dar uma identidade visual maior ao protagonista.

Valdirene em Lumiose City
Valdirene, Val para os íntimos, visitando Lumiose City.

Claro que todas essas características por si só não sustentariam o jogo se suas mecânicas não fossem boas o suficiente, mas esse definitivamente não é um problema de Pokémon X & Y. Contando com a base já muito bem estabelecida dos jogos anteriores, a novidade da vez se deu através das Mega Evoluções, que adicionaram um elemento estratégico as batalhas. Depois de um certo ponto da história, é possível equipar alguns pokémons com um item que permite que você ative uma evolução especial durante as batalhas em um membro único da equipe assume temporariamente uma forma muito mais poderosa do que a habitual. Ainda que eu sinta que essa mecânica tenha desbalanceado um pouco o jogo o tornando mais fácil, devo dizer que foi algo que eu gostei bastante e que não estragou a minha diversão.

Mega Charizard Y
Mega Charizard Y. Alguns pokémons também tem o seu tipo alterado nas mega evoluções.

Os ginásios também foram outra coisa que eu gostei bastante, não pelas batalhas ou líderes, que acabaram nem me chamando muito a atenção, mas pelos lugares em si. Todos possuem alguma mecânica ou puzzle específico para que se consiga chegar até o líder, tornando as batalhas apenas mais um detalhe do lugar. Inclusive visualmente alguns me impressionaram bastante.

Claro, para muitos o 3DS não tem os gráficos mais incríveis do portáteis, e de fato não tem, mas eu sinceramente considero Pokémon X & Y um jogo muito bonito. Sendo o primeiro da série com movimentação totalmente tridimensional e gráficos poligonais, a forma como você explora os cenários (ainda que não tenha sofrido nenhuma mudança radical) ficou mais interessante em relação aos antigos, só é uma pena que o sistema de câmeras nem sempre funcione tão bem. O 3D estereoscópico ficou relegado somente as batalhas e caso você tenha curiosidade em utilizá-lo, saiba que a taxa de quadros cai bastante com o recurso ativado.

Câmera fotográfica
Obturador, diafragma, exposição, brilho, zoom... tem tudo, e ainda é possível controlar com o acelerômetro do portátil.

Uma mecânica que gostei bastante, mas que infelizmente senti que foi muito mal explorada, foi a da fotografia. Com um ambiente tridimensional, eu gostaria muito de ter como fotografar o cenário livremente de alguma forma, ainda mais que o 3DS não permite tirar prints do jogo, mas isso ficou restrito somente a algumas partes pré-determinadas, em que um fotógrafo aparece para tirar uma foto do protagonista em algum ponto turístico. Pelo menos o controle da câmera fica por sua conta, e ainda que de maneira simplificada, ela mimetiza muito bem uma câmera de verdade, incluindo controle da abertura e velocidade da lente.

A trilha sonora continua boa como sempre, ainda mais com diversas músicas antigas em novas versões, mas ainda não foi dessa vez que eu senti o mesmo impacto que tive com as excelentes melodias de Red, Blue e Yellow, até hoje minhas preferidas, inclusive dentre outros jogos.

Valdirene
Como eu disse antes, nunca foi minha intenção experienciar a parte competitiva do jogo, até por tê-lo jogado em um 3DS emprestado, então pouco vi dos mini-games disponíveis através da segunda tela e que servem para melhorar os status dos membros da equipe. Batalhas online através da internet eu só joguei duas vezes, através de um processo um tanto burocrático, mas que funcionou a contento, embora eu obviamente tenha levado uma surra em ambas.

No final das contas, ainda que Pokémon X & Y esteja longe de ser um jogo perfeito, com diversos detalhes que careciam de alguma melhora, foi muito bom retornar a série depois de tantos anos e ainda me sentir em casa, o que para mim é a grande força do título. Daqui algum tempo eu irei pegar Pokémon Sun para jogar e ver as mudanças que foram feitas nas bases da série, mas ao menos para os mais nostálgicos, X & Y é com certeza um excelente título.

Pokémon X & Y
Pokémon X & Y

* * * *   Pokémon X & Y está longe de ser um jogo perfeito, principalmente por tentar forçar ao jogador uma história rasa e sem graça, mas possuí mecânicas realmente divertidas e ao mesmo tempo complexas, se adaptando perfeitamente aos diferentes tipos de perfil de jogador. As Mega Evoluções acabam por facilitar um pouco as partidas, mas adicionaram um elemento estratégico interessante ao jogo, que merecidamente é um dos mais aclamados da série.
Avaliado no 3DS
(entenda o nosso sistema de notas)


Série: Pokémon
Estúdios:  e
Plataforma: 3DS
4

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