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logo Vão Jogar! DegustaçãoSuperbrothers: Sword & Sworcery EP

Sword & Sworcery, Uma Aventura Cósmica

Análise de Superbrothers: Sword & Sworcery EP - Uma aventura em pixel entre o real e o imaginário, que fará você acreditar que os sonhos podem ser, de fato, um outro mundo.

autor Hugo "Somari" Couto   datahora 29/01/2016 às 16:38:14   tagarelices 4

Uma aventura em pixel entre o real e o imaginário, que fará você acreditar que os sonhos podem ser, de fato, um outro mundo.


Como prometido na minha lista de jogos que joguei em 2015, aqui estou com uma resenha de um dos jogos que mais me surpreendeu nesse ano que passou.

Superbrothers: Sword & Sworcery EP é um indie lançado em 2011 para iOS e em 2012 para Steam e Android. É um jogo do gênero point and click (ou pelo menos eu o considero assim) e que se destaca pela belíssima trilha sonora composta por Jim Guthrie, responsável pela trilha sonora de Indie Game: The Movie.

Imagem do título do jogo

O jogo começa com o “The Archetype”, um personagem que te acompanha ao longo da história, apresentando os conceitos básicos, os personagens e essas coisas. É quase como o Professor Oak, ou qualquer outro Professor no início dos jogos da série Pokémon. The Archetype sempre retrata o personagem como “nós”, dando a entender que tudo que rola no jogo não passa de uma história que o jogador está acompanhando por um outro ponto de vista, como se fosse um filme ou seriado. Além disso, o jogo é dividido em quatro capítulos, que The Archetype os chama de Season, reforçando ainda mais essa idéia.

A cada capítulo concluído, The Archetype aparece e faz uma análise de tudo o que passou durante a história que você acabou de jogar, propõe ao jogador uma parada para descansar, te levando novamente para a tela inicial do jogo, brincando mais uma vez com essa idéia de que nós não somos de fato o personagem, mas sim alguém acompanhando suas aventuras de longe. Boa sacada dos desenvolvedores.

O jogo se passa nos arredores da Cordilheira do Cáucaso, na região da Rússia Europeia, mas de forma bastante fictícia. Você é uma Schytian, guerreiro nômade que viveu por essa mesma região.

The Archetype

Além do Archetype e da Schytian, há outros três personagens importantes: Logfella, um lenhador que te guia em alguns momentos do jogo; Girl, uma garota (duh) que tem algum parentesco com Logfella (provavelmente sua esposa) e Dogfella, o cachorro dos dois. Durante o jogo, esses personagens irão dar dicas do que fazer ou pra onde ir, contar lendas do povo deles e etc.
 
Sobre o que é o jogo?

Believe

As referências são notáveis. Basicamente o jogo é baseado na busca por um artefato chamado Trigon Trifecta, que é formado por três triângulos sagrados (sim, você já viu isso em algum lugar antes), além de uma montanha que é a cara de Ganondorf. O jogo também parece ter sido bastante inspirado em títulos como Ico e Journey, com cenários bem detalhados, mesmo em pixelart. É como se o Team Ico tivesse lançado um jogo para a geração 16 bits.

Montanha com a cara de Ganon
Imagine o Ganon te engolindo

Sword & Sworcery flerta com o real e o imaginário, mexendo com o psicológico do personagem e do jogador algumas vezes. [MINI-SPOILER] Em dado momento do jogo, por exemplo, você irá encarar um chefe que após ser derrotado, ficará no chão implorando perdão. Nesse momento você escolhe se quer matá-lo ou deixá-lo ir. Caso você escolha derrotar o chefe para sempre, você receberá uma mensagem do Archetype dizendo que ele estava ali para te testar e chega a conclusão de que você é um sociopata. Wow! [/MINI-SPOILER]

O jogo se passa basicamente em dois mundos: o real e o mundo dos sonhos. O mundo dos sonhos é fruto da imaginação dos outros personagens que citei ali em cima: Logfella e Girl. Você pode viajar livremente pelos mundos para realizar a busca pelos triângulos que compõe o Trigon Trifecta, e cada lugar possui seu desafio e inimigo.
 
Jogabilidade

A jogabilidade é simples, mas fantástica ao mesmo tempo, especialmente se for jogado em um tablet ou smartphone. No PC, você usa o mouse para ir para os lugares, checar as coisas e tudo mais que um bom point and click tem. Com o botão direito do mouse você entra em modo de batalha e pode clicar nos ícones de ataque e defesa no canto da tela, ou usar os botões Z e X, que são mais práticos. Já nos celulares, tocar para onde você deseja ir, fazer gesto de pinça para dar zoom e girar o aparelho do modo paisagem para o modo retrato para entrar em modo de combate ou abrir o Megatome, o livro que contém registros de alguns (muitos) diálogos importantes do jogo.

Tela que indicar que você deve rotacionar o celular
É só dar uma giradinha

O sistema de batalhas é bastante simples também. Como já disse, se você estiver jogando em um celular ou tablet, basta virar o aparelho para a personagem sacar a espada e ficar pronta para a porrada. As lutas são levadas como num jogo de ritmo, bastando que você apenas tenha o timing certo para atacar e defender. Não há mistério aqui. Isso pode parecer um pouco tedioso ao longo da jogatina nos inimigos comuns, mas em batalhas contra chefes é bastante interessante.

As sylvan sprites são, também, outra parte da jogabilidade que adiciona um toque de puzzle. Sylvan sprites são criaturas mágicas que ficam escondidos nas coisas, sobretudo animais, e que ficam em pontos específicos na tela. Há vários tipos de puzzles que esses bichinhos formam, como achar a ordem correta, ligar os pontos, jogo dos sete erros e coisas do tipo. Isso tira a monotonia da jogabilidade, dando maior diversão na coisa toda.

Lua e estrelas

Por fim, há as fases da lua. A lua influencia no decorrer dos eventos do jogo, e o tempo real influencia na lua. Para não ficar tão dependente do relógio de verdade há um lugar específico em que o jogador altera a fase da lua para qual ele quiser, para que possa avançar no jogo. Quem jogar, vai entender isso.
 
Gráficos

Os gráficos são bem simplistas, mas lindos e grandiosos. Os cenários são bem detalhados e muita coisa que está na tela irá interagir de alguma forma com o jogador. Toque em um arbusto e ele irá sacudir. Chegue perto de algum dos animais selvagens e eles irão fugir. Esse tipo de detalhe dá um charme a mais, que consegue se destacar dos outros.

Imagem do gameplay

Música

É aqui que o jogo faz sua marca.

Logo de cara, durante a apresentação do jogo feita pelo Archetype, o personagem te recomenda o uso de um headphone. E não é pra menos! A trilha sonora conta com melodias que se entrelaçam bem na cena que está rolando. Nas batalhas, música tensa. No vilarejo, música tranquila. Quando há fuga, música mais tensa ainda. O uso de vários instrumentos deixa a coisa toda ainda mais linda, em uma mistura de violão, sintetizador e chiptune.


E não só isso! Vários elementos da tela possui um som próprio. Água, arbusto e os sylvan sprites emitem barulhos ritmados. É um verdadeiro banquete para quem gosta de música, assim como eu.


Superbrothers: Sword & Sworcery EP não é um jogo para qualquer um. Possui uma narrativa um pouco complicada e com um inglês estranho de se entender (os “and” foram todos substituídos por “&”, por exemplo). E por ser um adventurer point and click, é aquela coisa: clique do outro lado da tela e espere o personagem chegar até lá. Apenas espere.

Já para os que gostam desse tipo de jogo e quer experimentar algo diferente, com gráficos bonitos e ótima música, vá fundo! Só vale dizer também que o jogo é bastante curtinho, sendo dividido em 4 capítulos de aproximadamente 20~30 minutos cada. Isso não atrapalha a experiência, mas como alguns não gostam de jogos pequenos assim...

O jogo é divertido de qualquer forma, então eu recomendo que vocês dêem uma chance para ele. Vão até a loja de sua preferência, compre o título aí e Vão Jogar! Ah! E com um bom headset, viu?
 

* Revisado em 11/02/2016 às 14:19:13

Superbrothers: Sword & Sworcery EP
Superbrothers: Sword & Sworcery EP

Plataformas: Android, iOS, Linux, Mac e Windows

outras tags: Mobile e PC

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  • avatar de Paulo Aquino
    Paulo Aquino
    31/01/2016 às 15:22:40   localizacao São Paulo - SP
    Só falando da parte gráfica desse jogo, até onde seria ofensivo comparar com Out of this World?

    • avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes
      Rafael "Tchulanguero" Paes
      05/02/2016 às 15:36:49   localizacao Vespasiano - MG
      Não sei se é ofensivo, até há uma semelhança, mas no final são coisas meio diferentes, não?
    • avatar de sucodelarangela
      sucodelarangela
      11/02/2016 às 14:34:59   localizacao São Luís - MA
      Nem é ofensivo. São temáticas diferentes, mas na parte gráfica são mesmo bem parecidos, achei daora!

    Responda!
  • avatar de sucodelarangela
    sucodelarangela
    11/02/2016 às 14:34:11   localizacao São Luís - MA
    Tem sido uma febre esse negócio de fazer jogo por capítulos, ou "season" nesse caso. Tem feito muito sucesso, particularmente curto bastante, pois aumenta muito mais a ênfase na narrativa e, pra mobile, deve ser bem mais "tranquilo" de se trabalhar dessa forma.

    Essa história da garota chamada Girl me lembrou um colega da faculdade que tinha um cachorro chamado Cachorro. Huahuahua!

    Quando eu li Trigon Trifecta eu já tinha lembrado de Triforce mesmo antes de terminar a frase. Aí li o resto da frase e tive e mais certeza ainda, huahua! E sim, é bem TeamIco esses cenários!

    No geral, achei muito fodinha, jogaria de boas. Achei os cenários muito bonitos e a OST muito boa, o lance dos puzzles também me chama a atenção! Valeu, Suma!

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