Uma sessão pela série Tony Hawk’s Pro Skater: THPS3

DegustaçãoTony Hawk’s Pro Skater 3Uma sessão pela série Tony Hawk’s Pro Skater

Análise de Tony Hawk’s Pro Skater 3 - Chegamos ao ápice da série clássica.

autor Rafael "Tchulanguero" Paes
datahora 04/08/2017 às 16:48:26   tagarelices 3

Chegamos ao ápice da série clássica.


Dentro da minha bolha social, é bem comum as pessoas se lembrarem da série Tony Hawk’s Pro Skater por causa do segundo jogo da série, normalmente exaltando a sua inegavelmente excelente trilha sonora. Mas particularmente, o título da série clássica que eu considero mais importante é Tony Hawk’s Pro Skater 3.

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A base seguiu a mesma: você escolhe o seu esqueitista favorito e saí por diversas fases ao redor do mundo, tentando cumprir o maior número de objetivos possíveis em sessões de dois minutos cada. Da mesma forma que aconteceu do primeiro para o segundo título, nada de excepcionalmente novo ao novo jogo, mas as alterações feitas fizeram uma grande diferença, sendo a maior delas a inclusão do Revert, que é um giro de 180º com skate no momento em que ele toca o chão após uma manobra vertical, arrastando as rodinhas mesmo, permitindo o jogador continuar o combo, ao contrário dos jogos anteriores. Não preciso nem dizer o quanto isso mudou a dinâmica da jogabilidade, permitindo sequências surreais que podem ir tão longe quanto os seus dedos permitirem... sim, eles vão doer... muito!

Claro que diversos outros refinamentos foram feitos, novas manobras foram acrescentadas, os corrimões (grinds) e manobras de borda (lips) receberam indicadores de balanço, novas fases e afins, mas no final das contas ainda era o bom e velho THPS de sempre, só que em sua versão, à época, definitiva. Não é por menos que o jogo é um dos mais aclamados de crítica e público de todos os tempos... de novo.

Bob Burnquist
O brasileiro Bob Burnquist acabou ficando de fora do terceiro título, por na época ter "participado" do jogo ESPN X Games Skateboarding.

Tony Hawk’s Pro Skater 3 também tem um toque nostálgico muito forte para mim, por ter sido de longe o título da série que eu mais joguei, e em várias versões. Foram muitas tardes jogando na casa de amigos no PlayStation antes das sessões de RPG de mesa, horas esmiuçando cada detalhe na versão de PC, e até mesmo me divertindo horrores com a excelente conversão para Game Boy Advance. Aliás, falando em versões...

Um jogo para a nova geração

Embora assim como eu, muitos tenham tido o primeiro contato com o jogo no primeiro PlayStation, a verdade é que ele foi desenvolvido pensando na então nova geração, na época PlayStation 2, GameCube e Xbox 1. A versão para PC é bem próxima a dos consoles principais, enquanto as versões de PlayStation e Nintendo 64, excetuando as portáteis, são as mais simples, utilizando inclusive a mesma engine de THPS2.

Tony Hawk’s Pro Skater 3

Na prática, a base do jogo é a mesma em todos os consoles, de modo que eu particularmente considero todas as que joguei excelentes. As grandes diferenças ficam mais por conta da parte gráfica e alguns conteúdos que aparecem em algumas versões e não aparecem em outras, como fases extras e personagens. Nos consoles da sexta geração, por exemplo, é possível desbloquear quatro níveis extras como a clássica Warehouse e Roswell, enquanto nas versões da quinta geração somente a clássica Downhill é que está disponível.

Assim como já era tradicional na série, personagens secretos eram desbloqueados conforme o seu desemprenho, sendo que o personagem da Marvel da vez foi o Wolverine, que apesar de legal, nem de perto foi tão bom quanto o Spiderman. Porém as versões mais avançadas receberam diversas outras participações ainda mais bizarras, como Darth Maul, da série Star Wars, o surfista Kelly Slater, com prancha de surf e tudo mais, vindos da sua própria série de jogos, e outras figuras como Demoness, Ollie the Magic Bum, Neversoft Eyeball, e os clássicos Officer Dick e Private Carrera. A versão de Xbox trouxe um um esqueleto chamado X-Ray, enquanto a versão de PC possuía até mesmo o Doom Guy. Vale lembrar também que foi o primeiro jogo da série a permitir que você pudesse montar uma esqueitista mulher.

Darth Maul
"- Malz aê Wolverine, mas eu achei o Darth Maul muito mais legal que você."
Notem o atendente da loja sendo enforcado com a força, rzs.

Uma outra novidade que a série trouxe, porém que ficou restrita ás versões de PlayStation 2 e PC, foi um modo online bem simples, que permitia os jogadores disputarem os modos multiplayer disponíveis.

E lembram que eu falei que também me diverti muito com a versão para GameBoy Advance? Pois sim, de fato foi mais um port excelente feito para o portátil da Nintendo. Apesar da visão isométrica, um conteúdo mais enxuto e uma maior facilidade para manter o equilíbrio durante as manobras, eu sempre achei incrível como eles conseguiram manter intacta toda a essência da série. Eu me lembro de fazer questão de fechar o jogo com todos os personagens, incluindo o Wolverine, que também aparecia na conversão, só para ter o prazer de desbloquear tudo que o pequeno cartucho tinha a oferecer. Infelizmente a trilha sonora não era a mesma, mas aí eu acho que já era querer um pouco demais. E também falando de trilha sonora...

Trilha Sonora

Apesar de por algum motivo a trilha de THPS2 ser uma das mais lembradas, a verdade é que THPS3 também possuí uma trilha sonora excelente, que sinceramente me põe em sérias dúvidas de preferências. Mais uma vez o jogo abre com uma banda de rock clássica, das maiores de todos os tempos: Motörhead!

Introdução completa do jogo, que tem como música de apresentação a fodástica Ace of Spades, do Motörhed.

E como uma trilha sonora composta de vários clássicos do punk rock já havia virado marca da série, no terceiro título eles prestaram a sua devida homenagem ao gênero, com a única banda capaz de cumprir tal tarefa: Ramones?!

Uma sessão na gelada fase do Canadá ao som da clássica Blitzkrieg Bop, dos Ramones.

Claro que eu poderia fazer uma lista enorme descrevendo cada música presente no jogo, que tem uma variedade de estilos e artistas, passando do punk ao rap, de bandas como The Adolescents à Red Hot Chili Peppers, mas aí este texto iria se tornar um especial de "Músicas inesquecíveis da série THPS"... ... ... hum. Mas enfim, uma que eu curto bastante não é necessariamente um grande clássico ou um som pesado, e sim um surf rock.

I Can’t Surf, da banda The Reverend Horton Heat, é uma das minhas faixas favoritas do jogo. Deixe ela rolando enquanto termina de ler o texto, já está acabando. :P

Tony Hawk’s Pro Skater 3 é de longe o que eu considero o melhor jogo da série clássica, não pela minha ligação nostálgica com o título, mas por ele ser um refinamento de tudo o que foi apresentado antes, trazendo toda a base mecânica que tornou essa série tão adorada pelos jogadores. Todas as três versões que joguei, PlayStation, PC e GameBoy Advance, são excelentes jogos, e um pouco diferente dos primeiros dois títulos, acredito que justamente pelos seus refinamentos são muito mais palatáveis nos tempos atuais. Até rola uma confiança de mandar vocês pegarem o carrinho de vocês e dizer: Vão Remar!

1 O lançamento do jogo se deu após a Sega anunciar o fim do suporte ao Dreamcast, que também fez parte da sexta geração de consoles.

Tony Hawk’s Pro Skater 3
Tony Hawk’s Pro Skater 3

* * * * *  Tony Hawk’s Pro Skater 3 é o ápice da série clássica, com uma série de refinamentos em suas mecânicas que o tornou ainda mais divertido do que os seus antecessores. A trilha sonora segue sendo uma excelente playlist para uma sessão de skate, e apesar de mais enxuta, a versão para o primeiro PlayStation é um excelente título para o console.
Avaliado no PlayStation
(entenda o nosso sistema de notas)


Série: Tony Hawk’s Pro Skater
Estúdios:  e
Plataformas: Game Boy, Game Boy Advance, GameCube, Mac, Nintendo 64, PlayStation, PlayStation 2, Windows e Xbox
5

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  • avatar de Sora
    Sora
    04/08/2017 às 18:48:34
    Realmente eu conheci a franquia pelo THPS 2, mas quando joguei esse também gostei muito. A versão que joguei foi de PS2,gosto muito da trilha sonora e das missões dele.

    • avatar de Rafael "Tchulanguero" Paes
      Rafael "Tchulanguero" Paes
      04/08/2017 às 22:45:39   localizacao Vespasiano - MG
      Meu problema com o PS2 é que eu só fui ter contato com ele muito tempo depois do lançamento, então eu jogava as versões do PS1 dos jogos na época de lançamento e achava que elas é que eram as versões padrão, rzs.
    • avatar de Sora
      Sora
      07/08/2017 às 17:04:06
      Aconteceu comigo por muito tempo. XD Tanto com o PS1 e PS2 quanto com o Mega Drive. Eu só tive Master System, então conheci muitos jogos por ele.

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