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Análise de Uncharted: Drake’s Fortune, Uncharted 2: Among Thieves, Uncharted 3: Drake’s Deception e Uncharted 4: A Thief’s End - O começo e o fim de um ladrão.

autor sucodelarAngela Caldas   datahora 24/06/2016 às 08:34:10   tagarelices 6

O começo e o fim de um ladrão.


Quando o primeiro Uncharted foi lançado em 2007, eu ainda não tinha um PS3. Na verdade, desconhecia a maioria dos jogos que estavam sendo lançados - só lembrava que tinha raiva da Sony por não lançar God of War 3 para o PS2 - e da Naughty Dog eu só conseguia me lembrar de Crash Bandicoot. Quando adquiri meu PS3, parti direto para jogos mais conhecidos, o que me atrasou mais ainda em experimentar Uncharted. Tive minha primeira oportunidade com uma promoção onde vi os dois primeiros jogos da série reunidos em uma versão Greatest Hits Dual Pack, aquelas de case vermelho. Em Novembro de 2012, eu iria descobrir uma das minhas sagas favoritas...

Reunindo o melhor de filmes como Indiana Jones e Os Goonies com uma pegada de Tomb Raider (comparação inevitável até hoje), Uncharted me conquistou de cara. Acho que já devo ter falado por aqui que, quando criança, queria ser arqueóloga, e muito desse meu desejo se devia aos filmes do Indiana Jones, repletos de antiguidades, escavações, mistérios e armadilhas. Os Goonies também foram parte marcante da minha infância, até reassisti pouco tempo atrás pela Netflix com a dublagem "original" da Sessão da Tarde, indisponível no disco original do filme (e devo acrescentar que ele passa tranquilamente na Regra dos 15 Anos). Cresci fascinada pelo aventuroso mundo das antiguidades, mas depois que cresci, percebi que seria impossível ser arqueóloga do jeito que os filmes mostravam, então parti para outras bandas profissionais, saciando esse meu desejo de infância com jogos: à princípio Tomb Raider e, a partir de então, Uncharted.

Indiana Jones vs Uncharted

Cada jogo da série te leva para uma grande aventura baseada em grandes tesouros e cidades perdidas, lideradas pelo nosso protagonista bonitão e engraçado, Nathan "Nate" Drake, seu fiel parceiro de aventuras, Victor Sullivan, e o juízo do trio, a linda e inteligente repórter, Elena Fisher. Junto a eles, vivi alguns dos momentos mais divertidos em frente a um videogame.

O primeiro jogo da série, Uncharted: Drake’s Fortune, nos mostra logo de cara como Drake e Elena se conheceram: ele, caçador de tesouros com boa lábia e ela repórter ávida por uma boa matéria, acabam entrando em um acordo para beneficiar ambas as partes. Ela forneceria os meios de levar Drake até a costa do Panamá, onde ele descobriria no fundo do mar o caixão do grande explorador Sir Francis Drake, que Nate alega ser seu antepassado. A partir daí, eles encontram velhas anotações do explorador,o que os levaria até a cidade perdida de El Dorado e às grandes aventuras que o primeiro jogo nos oferece. Pouco depois, somos apresentados a Sully, que nos salva de um barco em chamas, e o jogo começa de fato. De cara, eu havia me apaixonado pelos protagonistas da série, até mesmo por Elena, que nem parecia tão promissora na abertura do jogo, mas que ganha nosso carinho, admiração e respeito num piscar de olhos.

Uncharted também possui uma boa carga emocional. Logo no começo, já conseguimos perceber o quão forte é a relação entre Drake e Sully, que apesar das piadinhas e brincadeiras, possuem grande respeito um pelo outro e se cuidam como pai e filho. Durante o jogo, temos um arco descendente nessa relação quando a vimos sendo abalada por sentimentos de perda e traição para, logo depois, vermos esse arco crescer novamente para a amizade de antes. Além disso, também é possível acompanhar a evolução do relacionamento de Drake e Elena de "quase desconhecidos" ao patamar de "quase namorados". É um sentimento que cresce ao longo do jogo sem parecer forçado em momento nenhum. Acontece naturalmente e, quando você menos espera, já está torcendo pelo casal.

Elena e Nate
Elena é o personagem que mais evolui na série.

Apesar de ter gráficos com uma aparência um tanto "plastificada", o primeiro Uncharted já demonstrava sua grandeza: os cenários do jogo eram estonteantes e pareciam de uma vastidão como eu nunca vira em nenhum outro jogo. Mesmo em Assassin’s Creed, quando você fazia a sincronização com o Animus, as paisagens pareciam acinzentadas, sem muita vida. Drake’s Fortune já apresentava cenários vivos, com fauna e flora vibrantes e de beleza incontestável, que mesmo não tendo envelhecido muito bem no PS3, ainda surpreende: datado, sim; feio, nunca! Mesmo com a linearidade da história e dos trajetos a serem tomados, não há como não jogar e não observar os arredores.

O U-Boat Alemão
"You act like you’ve never seen a German U-boat in the middle of the jungle before."

Toda a série Uncharted é marcada por longas sequências de tiroteio, ondas de inimigos, exploração em cenários lindíssimos e solução de puzzles e armadilhas, com direito a um diário de bolso ao estilo Indiana Jones com pistas e anotações (e algumas piadinhas) que Drake faz ao longo do jogo. Foi a primeira vez, também, que eu joguei um jogo onde bastava entrar em cover para recuperar automaticamente sua vitalidade. Estranho, à princípio, mas acabou virando moda dessa geração em diante. Mas não ache que isso deixa o jogo mais fácil, mesmo no modo Normal, Uncharted é um desafio. Jogar no modo Crushing, então, nem se fala! Mas como a premissa do jogo é o foco no desenrolar da história, os desafios finais são relativamente simples. A batalha final de Drake’s Fortune, por exemplo, se dá contra um dos inimigos principais do jogo em uma batalha shooter onde você deve aproveitar os momentos de stun do oponente para uma luta corpo a corpo. Basta ter boa mira e timing que você tira de letra, mesmo nas dificuldades mais altas.

Outro ponto marcante em quase todos os Uncharted é a presença de algo "sobrenatural", típico dos filmes de aventura, afinal, esses povos antigos pareciam adorar umas maldições, não é mesmo? Em Drake’s Fortune, o lado sobrenatural da coisa está na presença de criaturas humanoides fortes e velozes, resultado de uma suposta maldição no tesouro de El Dorado.

Dois anos depois da estreia de sucesso, a Naughty Dog lança Uncharted 2: Among Thieves, considerado até pouco tempo atrás o melhor de todos (sinceramente, não sei como anda o ranking depois de A Thief’s End). O jogo já começa com um Nathan Drake machucado e prestes a cair desfiladeiro abaixo em um trem totalmente destruído, ao que reagimos: What? A cena de escalada - um dos melhores tutoriais de jogos ever - é bem tensa, visto que, à medida que você vai escalando, o trem vai escorregando precipício abaixo.

Após conseguir escapar da morte, somos levados por um flashback até o início de tudo, sendo apresentados a dois novos personagens: Flynn, um velho conhecido de Nate, e sua namorada Chloe. Juntos, eles partem em busca da Cintimani Stone, uma safira enorme escondida na cidade mística de Shangri-La, enredo este inspirado nas viagens de Marco Polo pela Ásia por volta de 1290. O plano é simples: Entrar sorrateiramente em um super protegido museu turco, roubar uma antiga lâmpada à óleo, relíquia das viagens de Marco Polo e pegar a pista que há dentro dela. Tudo corre bem até Drake se encontrar vítima dos planos do mercenário sérvio Lazarevic e o jogo evoluir sua plot. O lado "sobrenatural" também está presente em Among Thieves, com a presença dos mutantes da Cintimani Stone.

Nate e Chloe
Nate e Chloe encontram uma estátua com uma representação da Cintimani Stone.

Mais uma vez, o foco está na narrativa linear, porém com muita emoção e tiradas estratégicas de humor. Drake e cia passam por momentos de maior dificuldade do que no primeiro jogo, o que causam muito mais momentos de apreensão no jogador. Momentos como o capítulo Desperate Times onde Drake encara um helicóptero ou o capítulo Cat and Mouse, onde perseguimos e somos perseguidos por um tanque em meio a um pacato vilarejo, são de fazer a gente se endireitar no sofá e pensar "agora a porra ficou séria!" Já a cena em que Drake reencontra Elena pela primeira vez no jogo me fizeram rir à toa porque, afinal, era Elena (#ChupaChloe)! E quando Drake acha ter perdido ela, eu quase chorei junto com ele.


Apesar de ser shooter, o jogo melhorou muito as mecânicas de stealth kill, permitindo que partes de tiroteio em determinados cenários pudessem ser minimizadas com o uso inteligente do stealth. Uncharted 2 teve melhorias significativas também em gráficos e outras mecânicas de jogabilidade, além de ter narrativa, level design e character design melhor elaborados, sendo aclamado pelo público e ganhando o título de Jogo do Ano. A batalha final cresceu em estratégia e dificuldade em relação a Drake’s Fortune, um boss formidável.

Passados mais dois anos, a Naughty Dog lança Uncharted 3: Drake’s Deception, um jogo simplesmente sensacional que utilizou todo o poder gráfico que o PS3 tinha para oferecer, proporcionando cenários ainda mais belos e jogabilidade ainda mais fluida. Infelizmente, para a maioria dos fãs, o terceiro jogo pecou em ter uma história um pouco menos intensa do que seu antecessor, recebendo algumas críticas para tal, mas não impedindo que ganhasse vários prêmios.

Já no começo do jogo somos surpreendidos por uma boa briga de bar que acaba em maus lençóis para Drake e Sully. Daí, somos levados ao passado e, finalmente, pudemos ver como ambos se conheceram, com o jogador no controle de um Drake adolescente, sozinho e desconfiado de tudo e todos. A cena retorna ao presente com um belo plot twist e, após alguns momentos, com o retorno de Chloe à saga. A história, então, segue adiante com descobertas de um bloco de notas de T. E. Lawrence e um mapa de uma viagem de Francis Drake à Arábia em busca da cidade perdida de Ubar.

Nate e Sully em Cartagena
Nate adolescente e Sully em Cartagena.

Uncharted 3 nos dá a primeira visão do passado de Nate. Em todos os outros jogos, nada nos é apresentado, nem mesmo em Uncharted 2 quando somos apresentados a Flynn. Certo, eles são velhos conhecidos, mas como e onde se conheceram? Ninguém sabia. O passado de Nate é um mistério. O fato de podermos ver como ele e Sully se conheceram, as circunstâncias em que ambos viviam e como se tornaram amigos para a vida toda, para mim, foi uma excelente sacada da Naughty Dog.

Mais uma vez, a carga emocional presente no jogo é enorme e muito bem trabalhada: até aqui, Uncharted 3 era o jogo onde Drake passa por mais situações de vida ou morte em toda a saga, Sully também passa por maus bocados e o relacionamento de Drake e Elena vai mau das pernas, pois ela desejava que Nate largasse os perigos da caça ao tesouro, mas ele simplesmente é obcecado por essa vida. Além disso, as cenas de ação foram muito bem elaboradas e dirigidas, com cenas de tirar o fôlego (literalmente) como a fuga do naufrágio do navio cruzeiro no capítulo Sink or Swim ou da queda do avião no deserto no capítulo Stowaway (para mim, uma das melhores cenas de todos os jogos, um dia faço um Top 10).

Drake no deserto.
"I will show you fear in a handful of dust."

Acredito que o ponto fraco de Drake’s Deception teria sido o boss final, que na verdade nem pode ser chamado de boss, pois o jogo em si apresenta desafios muito maiores do que a luta contra Talbot. Além disso, trata-se de uma luta corpo a corpo, algo que acontece com grande intensidade nessa terceira sequência da saga: o primeiro capítulo da briga no bar (lembram que eu falei lá em cima?) já serve como uma forma de tutorial para esta luta final, então, apesar do jogo ser realmente fenomenal, o boss deixou a desejar. Bosses não podem deixar a desejar.

Mas após esses pequenos deslizes em Drake’s Deception, a Naughty Dog finalmente soube acertar em todos os aspectos com a parte final da história de Nathan Drake. Em Maio deste ano foi lançado Uncharted 4: A Thief’s End para o PS4 e, para mim, este foi o melhor jogo que já joguei esse ano, forte título a Jogo do Ano, em minha humilde opinião.

A Thief’s End se passa 15 anos após os eventos de Drake’s Deception. Finalmente aposentado de suas aventuras, o grisalho Drake consegue reconquistar o coração de sua amada Elena (que continua linda) e vivem uma vida pacata e sossegada: ela trabalhando como jornalista/colunista e ele como membro de uma empresa que ganha a vida recuperando cargas perdidas em rios e mares, um trabalho relativamente "chato", mas seguro e honesto.

Apesar de tudo parecer perfeito, Drake ainda sente muita falta dos tempos em que arriscava sua vida: seu escritório no sótão de casa guarda lembranças de todas as suas aventuras, como os diários de bolso, fotos e artefatos encontrados durante as viagens. Em casa, vários itens e lembranças são encontradas, retomando o jogador em uma viagem nostálgica a todas as aventuras vividas nos três jogos anteriores, é possível também ver as fotos do casamento de Drake e Elena e a emoção é forte, tanto pela nostalgia proporcionada quanto pelo sentimento de fim, pois fica claro esse é o último capítulo da saga e que a Naughty Dog teve todo um cuidado em torná-lo o mais especial de todos para os fãs.

Fotos do casamento de Nathan e Elena.
Fotos do casamento de Nate e Elena.

Mais uma vez, somos levados por passeios que mostram mais e mais do passado de Drake. Temos a oportunidade de jogar com um Nathan bem mais novo do que o que conhecemos em Uncharted 3, quando ele ainda morava em um orfanato. É assim que conhecemos o mais novo personagem da saga – seu irmão mais velho Samuel – e também percebemos o quanto ambos eram unidos e o quanto Nathan o idolatrava. Também somos levados a um passado não tão distante, onde os irmãos Drake e o antagonista do jogo – Rafe – traçam um plano para tentarem encontrar o tesouro do pirata inglês Henry Avery, mas Sam acaba baleado e Nate é obrigado a fugir, deixando o corpo de seu irmão para trás.

O fim do sossego na vida de Nate acontece justamente quando Sam, supostamente morto, reaparece em apuros e pede a ajuda de seu irmão para que possa salvar sua vida. Tal "salvamento" inclui, exatamente, encontrar o tesouro de Avery e, para ajudar seu irmão, Nate mente para Elena para poder viajar sozinho e se aventurar. E é aí que o jogo realmente começa, com Nate e Sam de um lado, e Rafe e Nadine (a nova vilã apresentada, uma das melhores personagens da saga) do outro, ambos os grupos com o mesmo objetivo.

Sam e Nate
Sam e Nate após uma das melhores cenas de ação de toda a quadrilogia!

Vi alguns relatos de pessoas que jogaram e acharam estranho o Nate "de repente" ter um irmão na saga. À princípio, essa é realmente a sensação que temos, mas vamos relembrar que o passado de Nate era um mistério absoluto nos dois primeiros jogos da saga. No terceiro jogo, apenas acompanhamos ele já adolescente e encontrando Sully pela primeira vez. Nada mais é dito sobre o passado dele, então isso ajudou a Naughty Dog a apresentar Samuel Drake de uma maneira completamente natural e plausível. As cenas de flashback são suficientes para demonstrar o carinho e a forte conexão que ambos os irmãos tinham entre si, além de fazer-nos entender que a "perda" de Sam havia sido uma dor tão profunda para Nathan que ele preferia deixar isso escondido, ele até mesmo evitava ver a foto do irmão por não suportar a dor. Se a introdução de Sam antes era motivo para preocupação, depois de jogar, vi que a Naughty Dog tirou isso de letra. No harm done.

Talvez possamos considerar uma leve escorregada da Naughty Dog em não mostrar o que acontece com Nadine após o final do jogo, apesar de ser algo tão óbvio que nem precisaria mostrar, realmente. Mas Nadine foi uma personagem tão fantástica que poderia ter pelo menos uma pequena cena dela. Mas isso é perdoável.

Tecnicamente, o jogo está L-I-N-D-O! As cutscenes são in-game (nada de CG), a expressão facial e corporal dos personagens está perfeita, os cenários estão imensos e proporcionam ao jogador várias rotas alternativas para o objetivo da fase, dando a sensação de falso open world. Em vários momentos, eu fazia questão de ficar no cenário explorando, mesmo sem necessidade, simplesmente para apreciar as vistas, as paisagens, a iluminação... E para aumentar ainda mais o prazer em apreciar a beleza do jogo, a Naughty Dog acrescentou um Photo Mode ao jogo, permitindo que conseguíssemos imagens fantásticas e exclusivas.

Madagascar
Madagascar, um dos cenários mais lindos e várias rotas alternativas de Jeep até o topo do vulcão. #NoFilter

Libertalia
Libertalia: a imagem não mostra nem metade da ilha, mas dá para se ter uma ideia da magnitude do cenário apenas observando Nate escalando a torre. Aqui fiz aplicação do filtro Vibrante mais moldura.​

Em relação às mecânicas, o jogo é o que melhor responde a tudo e, agora, Nate conta com um grappling hook que permite que ele explore novos lugares, além de permitir uma finalização aérea stealth muito foda contra os inimigos, uma adição sensacional ao "arsenal" de ferramentas do nosso protagonista. Falando em stealth, a equipe trabalhou com a mesma mecânica de The Last of Us, e o stealth de A Thief’s End é o melhor executado em toda a série. A IA de dos seus parceiros está muito melhorada e Sam/Elena/Sully são ajudas fundamentais em várias partes do jogo, inclusive em stealth. As lutas corpo a corpo sofreram mudanças e estão mais difíceis, requerendo que o jogador fique mais atento ao que acontece nas lutas e não apenas saia metendo socos e chutes à toa. Além disso, se estiver sendo acompanhado por Sam, as lutas proporcionam cenas finalizadoras e golpes muito bacanas feitas em conjunto. Consegui capturar uma dessas interações na cena de luta abaixo (era eu jogando, hehe):


Outra coisa muito melhorada em relação aos demais são as escaladas, que parecem mais naturais do que antes. Ao se pendurar em uma beirada, com o próprio analógico você pode direcionar o braço de Nate e, caso alguma outra beirada esteja no alcance, ele escala automaticamente, sem precisar apertar mais nenhum botão para impulso ou algo assim. Impulsos, apenas onde realmente não há alcance do braço. Nesse mesmo vídeo acima, podemos ver Nate em ação na escalada, tirando vantagem de pisos escorregadios e usando a corda para alcançar novos lugares.

O enredo de A Thief’s End é extremamente intenso, sentimento fortificado pelas declarações da Naughty Dog pré lançamento de que o final do jogo fecharia de vez a saga, alegando que "com o fim desta história, vai ser difícil fazer uma sequência com Nathan Drake [...] este é o fim de Nathan Drake". Logo após essa declaração, os fãs ficaram em polvorosa pela internet: estaria a Naughty Dog sugerindo a morte do personagem principal? E é exatamente isso que o jogador pensa a todo momento no jogo, que algo realmente sério acontecerá e Nate morrerá ou ficará inválido ou algo do tipo. Sério, a Naughty Dog colocou todo tipo de situação para pensarmos "agora f*deu de vez". Um dos maiores diferenciais do quarto jogo da série em relação aos demais é a presença de diálogos com início opcional e/ou opções de respostas no jogo. Os diálogos não influenciam no que acontece, mas é uma forma de conhecer mais os personagens e suas opiniões sobre locais e acontecimentos, aumentando a imersão do jogador na história, tanto que as opções de início de diálogo sempre aparecem em locais estratégicos.

O navio de Avery.
Willy Caolho manda lembranças!

A batalha final do jogo é simplesmente sensacional, realmente diferente de qualquer coisa que já tenha acontecido em qualquer um dos outros jogos. Não é algo absurdamente difícil, mas possui dificuldade gradativa e requer que tenhamos bastante atenção e reflexos rápidos, e é aí que jaz a dificuldade da coisa. Não direi o que acontece no final do jogo - o Gran Finale de Nathan Drake -, afinal, a surpresa está justamente em acompanhar Nate e chegar lá, mas posso adiantar que o final de A Thief’s End é o final mais memorável que Drake poderia ter, fechando a saga do ladrão de tesouros de forma magistral. É aquele tipo de final que te deixa com depressão pós-jogo, o desejo de nunca ter acabado... Mas ainda assim, asseguro que o que a Naughty Dog falou sobre não haver mais continuação é totalmente coerente com o que acontece no final do jogo.

PSone em Uncharted 4.
É o que a Naughty Dog pode falar para muita desenvolvedora por aí...

Sic Parvis Magna. Grandeza em Pequenos Começos. Assim era o lema de Sir Francis Drake. Assim foi a saga de Nathan Drake. Assim foi Uncharted, uma das melhores aventuras que eu tive a chance, e o prazer, de experimentar.

* Revisado em 20/12/2016 às 01:33:28

Uncharted 2: Among Thieves
Uncharted 2: Among Thieves

Série: Uncharted
Estúdios:  e
Plataformas: PlayStation 3 e PlayStation 4

Uncharted 3: Drake’s Deception
Uncharted 3: Drake’s Deception

Série: Uncharted
Estúdios:  e
Plataformas: PlayStation 3 e PlayStation 4

Uncharted 4: A Thief’s End
Uncharted 4: A Thief’s End

Série: Uncharted
Estúdios:  e
Plataforma: PlayStation 4

Uncharted: Drake’s Fortune
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Série: Uncharted
Estúdios:  e
Plataformas: PlayStation 3 e PlayStation 4

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  • avatar de leandro (leon belmont odst) the devil summoner
    leandro (leon belmont odst) the devil summoner
    24/06/2016 às 10:34:45   localizacao Recife-PE
    bom o texto, mas como nunca joguei nenhum jogo da franquia, não tenho muito o que dizer. mas pelas imagens, fico imaginando como seria um filme de Uncharted

    • avatar de sucodelarAngela
      sucodelarAngela
      24/06/2016 às 19:02:54   localizacao São Luís - MA
      E aí, Leandro? Tudo beleza?

      Jogar Uncharted já te passa a impressão de assistir um filme. Ele é um dos que eu imagino que seria "estragado" se fosse transformado em filme, mas acho que pra quem nunca jogou, seria uma boa experiência.

      E jogue, viu? Vale a pena!

    Responda!
  • avatar de Felipe B. Barbosa
    Felipe B. Barbosa
    24/06/2016 às 10:47:00   localizacao Nova Odessa, SP
    Sou muito fã da série, meu primeiro contato com ela foi um pouquinho antes (final de 2011), e simplesmente me conquistou desde então... E Uncharted 4 foi o principal motivo de eu ter comprado um PS4! ^^

    Mas enfim, este foi melhor resumo da série que já li, totalmente excelente! Parabéns! :D

    • avatar de sucodelarAngela
      sucodelarAngela
      24/06/2016 às 19:04:25   localizacao São Luís - MA
      Obrigada pelo elogio, Felipe, fico feliz que tenha gostado do resumão!

      Uncharted é realmente uma série sem igual. O quarto jogo também foi meu estopim para comprar um PS4! <3

    Responda!
  • avatar de helisonbsb
    helisonbsb
    16/04/2017 às 21:04:39
    bons tempos de sessão da tarde...hoje em dia raramente passa um filme ¨bão¨ ali...gosto muito de goonies e de sua trilha sonora..., outro clássico recomento: o gênio do video game, os heróis não tem idade(filme sobre um jogo de Atari) e filmes do chuck norris, saudades...bom, jogos do Uncharted merecem um filme, independente se vai ser bom ou não, tenho essa curiosidade sobre um filme,,,já houve especulações sobre mark wahlberg ser o ator apropriado para o filme...outro clássico que merecia ter um filme seria a série metal gear, especificando metal gear solid do PS1 e quem sabe metroid...gosto muito desses jogos e filmes citados. Os games atuais tem bom enredo e boa produção, dependendo da produtora de filmes e diretores com certeza haveria possibilidade de ter um filme bom e decente...escolheria um diretor que goste de jogar video game...seria o mais próximo da fidelidade em termos de personagem e história e não aquela coisa que fizeram com Tomb raider(angelina jolie), valeu!!!!

    • avatar de sucodelarAngela
      sucodelarAngela
      05/05/2017 às 07:57:44   localizacao São Luís - MA
      Goonies é massa demais! Me lembra minha infância, sempre assisto quando tenho a chance!
      Esse Gênio do Video Game eu não conheço, vou dar uma pesquisada...
      Eu sinto que Uncharted merece, sim, uns filmes, mas confesso que tenho muuuuuuito medo dos resultados... jogos de videogames geralmente decepcionam (com raras exceções). Não sou muito fã de Metal Gear, mas do tanto de cutscene que esse jogo tem, já podemos considerar que ele é mais filme que jogo, hehehe!
      E eu ainda tenho esperança de um filme de Tomb Raider decente!
      Valeu!

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